Federação Pró Costa Atlântica

Entrevista ao imprensa Livre

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Leonardo Rodrigues
Nosso entrevistado desta segunda-feira chegou definitivamente em São Sebastião em 1996, já que possuía casa na cidade desde 1978.
Casado, pai de três filhos, nascido no interior do estado, em Santa Cruz do Rio Pardo, é formado em Pedagogia e Direito.
Sérgio Pereira seguiu para a Capital antes de criar raízes no Litoral Norte. Foi para São Paulo em 1958, como funcionário do antigo Banespa, depois migrando para o Banco do Brasil. Por fim, também acumula na Carteira de Trabalho o registro de ter sido funcionário da Receita Federal. Aposentou-
-se como Auditor da Receita Federal em 2002. Também foi vereador nos anos de 2002 e 2003. Atualmente, o advogado é presidente da Federação
Pró Costa Atlântica e do Observatório Social de São Sebastião.

Imprensa Livre: Desde quando assumiu a Federação Pró Costa Atlântica? Quem estava no comando antes?
Sérgio Pereira: Assumi a presidência da Federação em 2007, através de eleição. Até aquele momento a figura emblemática da entidade era e continua sendo sua ex-presidente Regina Helena de Paiva Ramos, que atualmente é nossa vice-presidente.
IL: Desde quando existe a Federação Pró Costa Atlântica? Como funciona? Para que serve?
SP: A Federação existe desde o início da década de 1990. A Federação é composta pelas associações de Moradores da Costa Sul de São Sebastião.
IL: Por quem é formada a federação?
SP: As associações de moradores da região são da Costa Sul em plena atividade e que contribuem para a existência da Federação. Tais associações
são localizadas nos bairros de Barequeçaba, Guaecá, Toque Toque Grande e Pequeno, Maresias, Paúba, Cambury, Juquey, Barra do Sahy, Baleia, Barra do Una e Jureia.
IL: A Federação tem sede própria? Onde fica? Qual o horário de funcionamento?
SP: Não temos sede própria, estando localizada na sede da associação de origem do presidente, atualmente na rua Hugo Dhen, 807, em Barequeçaba, horário das 9h às 12h e das 14h às 17h. Maisinformações no site www.procostaatlantica.org.br
IL: Quais as maiores dificuldades enfrentadas pela Federação Pró Costa Atlântica?
SP: As dificuldades encontradas são aquelascomuns em todas as entidades sem fins lucrativos: falta de recursos financeiros e limitação do trabalho voluntário.
IL: Vocês fazem reuniões com que periodicidade? O que é discutido normalmente?
SP: As reuniões formais são realizadas sempre que assuntos de maior relevância indiquem a necessidade, bem como por consultas virtuais.
IL: Existe a pretensão de reforçar a atuação na Costa Sul sebastianense?
SP: Tivemos reunião agendada na manhã desse último sábado, na Somar em Maresias onde começamos a avaliar nossas atividades atuais e planejar o futuro.
IL: Vocês contam com alguma parceria de pessoas ou entidades no município?
SP: As parcerias em nosso favor são pequenos patrocinadores estampados em nosso site. Por outro lado, as nossas associações sempre colaboraram com o poder público, oferecendo suas dependências para atividades do interesse das comunidades, algumas fazendo doações de equipamentos e até de veículos para uso no bairro, colaborando na limpeza das praias e defendendo os interesses dos moradores.
IL: Elenque os principais resultados e conquistas até aqui?
SP: A Federação, representando o conjunto das associações de moradores, tem lutado pela implantação do saneamento básico, de melhorias para mobilização urbana, contra a verticalização das edificações e contra as invasões e ocupações irregulares no município.
Neste sentido, nos últimos três anos realizamos um projeto de monitoramento aéreo da Costa Sul, fotografando e denunciando a ocupação irregular e infrações à legislação de uso do solo, com a finalidade de dotar o poder público de uma ferramenta ágil e eficaz na prevenção de graves problemas futuros. Em 2011 realizamos uma audiência pública com comparecimento de aproximadamente 200 pessoas com a presença do prefeito e representantes o Ministério Publico (MP), onde demonstramos a grave situação do município. Em três anos de monitoramento aéreo formalizamos mais de uma centena de denuncias à prefeitura e à Polícia Ambiental.
IL: Hoje, as pessoas já reconhecem a importância da Federação Pró Costa Atlântica?
SP: A Federação é reconhecida pela população por defender a aplicação da Lei, o Meio Ambiente e o direito das comunidades a bairros limpos, ordenados, praias despoluídas, lazer e cultura para todos e é respeitada porque não tem cor político partidária. Prova disso é que realizamos em Maresias o debate entre candidatos a prefeito nas últimas eleições.
IL: Como se comporta o Poder Público frente ao trabalho da federação? Quais as maiores dificuldades encontradas?
SP: Encaminhamos formalmente as denúncias ao Poder Público para realização de um trabalho preventivo, indicando com precisão, através de fotos e informação de endereços, as invasões e ocupações irregulares, bem como, os casos de infrações à Lei de Uso do Solo. Contudo, as providencias
são insuficientes, demoradas e muitas vezes inexistentes.

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