Federação Pró Costa Atlântica

Audiência pública discute ocupação irregular em São Sebastião

Repercussao


Áreas de preservação ambiental na Costa Sul da cidade foram devastadas pela Prefeitura
São Sebastião realizou uma audiência pública nesta sexta-feira (1), para discutir a ocupação irregular em áreas de preservação ambiental, na Costa Sul da cidade. O local foi devastado pela própria prefeitura, que decidiu derrubar a mata nativa às margens do Rio Cambury para evitar enchentes que atingiam a Comunidade do Areião, irregular desde a década de 1990.
O crime ambiental foi descoberto por meio de um monitoramento aéreo que está sendo feito há um ano e meio pela Fundação Pró Costa Atlântica. “Desde o começo do primeiro sobrevôo a gente já vem encontrando a parte de desmatamento, as invasões, construções irregulares, até mesmo construções irregulares de alto padrão. E para culminar esse um ano e meio de irregularidades e desordens no município, teve essa devastação nesta área de Cambury, onde foram mais de mil árvores cortadas com o intuito do desassoreamento do rio”, explica Leandro Saad.

Mas esse não é o único problema no local. O esgoto segue direto para o rio Cambury, que teve seu curso modificado, além do lixo espalhado por todos os lados.
Na praia de Barra do Sahy são cerca cem construções irregulares há mais de um ano e meio. Em Juquey, a ONG denuncia que imóveis de luxo foram construídos com mais de nove metros de altura, o que é proibido por lei.

Nesta audiência, a Federação Pró Costa Atlântica pretende discutir os problemas da região, mas também sugerir melhorias. “A primeira solução seria um aumento efetivo na questão da fiscalização para que esses núcleos de ocupação irregular se transformem em núcleos congelados e que exista uma fiscalização efetiva pra que isto pare no montante em que está hoje, e a segunda questão é trazer a Secretaria Estadual de Habitação, que tem um projeto muito bacana, que é um projeto de organização de áreas invadidas”, como explica Marcelo Miranda da Fundação Pró Costa Atlântica.


Casas que foram construídas irregularmente
As denúncias foram apresentadas na audiência pública, e o Secretário de Meio Ambiente assume que houve um grave erro na obra realizada pela Prefeitura no Rio Cambury. “Nós temos que fazer uma recuperação mais rápido possível daquela mata ciliar, que é uma mata extremamente importante para a região. E agora nossos trabalhos são nesse sentido, tentar recuperar o que foi perdido ali”, afirma Eduardo Hipólito.

A respeito das construções irregulares, o prefeito da cidade, disse que há fiscalização, mas devido a extensão da Costa, de 110km, é difícil evitar esse tipo de irregularidade. “Existe sim uma fiscalização, mas é impossível você ficar 24 horas fiscalizando 110 km de extensão, não temos estrutura para poder fazer isso. A hora que você estruturar para isso você vai deixar de prestar uma série de outros serviços que é obrigação do município também fazer, e que tem prioridade como serviços de saúde, educação, segurança, entre outros”, conclui Ernane Primazzi.

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